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Maçonaria

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1. Maçonaria

A Maçonaria apresenta uma carta de princípios que, pela sua universalidade, não constitui nenhuma afronta, e está inserida num quadro legal de associação sem fins lucrativos. No entanto, a visão comum classifica a Maçonaria como um poderoso lobby com vários membros espalhados em posições de influência, com fins de poder ou influência no poder, visando o bem estar económico dos seus membros.

É um facto que muitos dos seus membros assumiram e assumem altas funções de Estado sem que nunca tenha sido posta a questão de incompatibilidade.
Ao longo do tempo muitos assumiram que fazem parte dela e em várias situações outros fizeram sérias acusações de influência e corrupção pelos seus membros, sendo que muito poucas destas acusações foram investigadas pelo Ministério Público.

Esta página não tem por objectivo descrever a Maçonaria na sua complexidade interna, rituais, códigos, filiais (apelidadas de lojas), símbolos, cargos e denominações. Esta informação pode ser encontrada em várias obras sobre o assunto e mesmo na Internet.

Vamos sim procurar descrever a influência da Maçonaria em Portugal, por intermédio de casos conhecidos, por declarações de figuras públicas e por qualquer um dos outros meios credíveis que normalmente utilizamos.

Começamos por explicar um pouco como surgiu a Maçonaria e os seus objectivos apregoados.
Seguimos com as organizações maçónicas mais conhecidas em Portugal e os seus membros mais ilustres, com uma breve menção dos cargos de Estado que assumiram ou assumem.
Terminamos com os casos de influência da Maçonaria.

1.1. Breve Contexto Histórico

esquadro_e_compasso_maçónico.png O termo Maçonaria provém do francês maçonnerei que significa construção.
O termo maçom provém do inglês mason e do francês maçon e significa pedreiro. O termo maçom é um aportuguesamento do francês.
Maçonaria significa assim associação de pedreiros.

É defendido pela maioria dos historiadores que as origem mais remotas da Maçonaria remontam à Idade Média, com corporações formadas por construtores de igrejas e catedrais, as guildas dos pedreiros, e sob a influência da Igreja.

No sistema feudal a profissão de pedreiro permitia a circulação fora do feudo, nomeadamente para a construção de estradas e fortificações, enquanto as outras profissões estavam confinadas a este. Os segredos da construção eram fortemente zelados por medo de perder as regalias da classe. Com a construção de mosteiros no seu auge, consequência directa da forte influência da Igreja no feudo, esta guilda assumiu uma especial importância para a época.

Com o surgimento do mercantilismo e o enfraquecimento da Igreja Católica, surge o Protestantismo na Alemanha que alastra para vários países europeus, registando uma forte implantação na Inglaterra.

É precisamente na Inglaterra, após o grande incêndio da cidade de Londres de 1666, que a Maçonaria como conheçemos hoje em dia começou a ganhar forma. Muitos pedreiros foram necessários para reconstruir a cidade que ao longo do tempo foram aceitando a entrada de outras classes de artífices.
Com o Iluminismo no século XVIII e a entrada de intelectuais e burgueses, os ideais da Maçonaria tornam-se sociais, assumindo muitos princípios éticos inspirados no Antigo Testamento.

A Igreja Católica torna-se uma opositora feroz à Maçonaria, devido aos princípios supostamente anti-cristãos, libertários e humanistas maçônicos. O primeiro documento católico que condena a Maçonaria, a Bula In Eminenti Apostolatus Specula do Papa Clemente XII, data de 28 de abril de 1738.

Desde então, até aos dias de hoje, a pena para católicos associados à Maçonaria é a excomunhão.
Durante o período da Inquisição a Maçonaria foi bastante perseguida.

No entanto a Maçonaria ganhou força, sendo reconhecida a sua influência em grandes acontecimentos mundiais como a Revolução Francesa, a independência dos Estados Unidos e do Brasil.

1.2. Princípios Declarados

1.3. Requisitos dos Membros

2. Maçonaria em Portugal

Em Portugal existem duas grandes correntes maçónicas, a Maçonaria francesa que presupostamente é maioritária e a Maçonaria regular de influência anglo-saxónica.

2.1. A Maçonaria durante o Estado Novo

Com a implantação do Estado Novo, o deputado José Cabral, então director-geral dos serviços prisionais, apresentou em 19 de Janeiro de 1935 na Assembleia Nacional um Projecto de Lei visando a extinção das associações secretas. O projecto adoptava uma definição de associação secreta que tinha em vista atingir a Maçonaria e a Carbonária, sendo que esta última provavelmente já não existiria.

Surgiu assim a Lei n.º 1901, de 21 de Maio de 1935, que ilegalizou e dissolveu as sociedades secretas em Portugal.

O Projecto de Lei também previa sanções aos que pertencessem a qualquer tipo de associação secreta independente das finalidades da organização.

2.2. A Maçonaria no pós 25 de Abril

Alguns meses depois do 25 de Abril de 1974, a 7 de Novembro, é publicado o Decreto-Lei n.º 594/74 que revoga expressamente a Lei n.º 1901, de 21 de Maio de 1935, legalizando as sociedades secretas.

Os bens confiscados durante a Ditadura foram devolvidos às sociedades então extintas.

3. Organizações maçónicas

3.1. Grande Oriente Lusitano

Grande_oriente_lusitano.png







3.1.1. Membros Ilustres

Nesta organização encontra-se praticamente toda a esquerda portuguesa.
Do Partido Socialista:

  • Mário Soares - Presidente da República e Primeiro-Ministro

  • Manuel Alegre - Deputado

  • Jorge Coelho - Ministro

  • António Vitorino - Ministro e Comissário Europeu

  • António Reis - Deputado e Secretário de Estado, Grão-Mestre desde 2005
  • António Arnaut - Ministro e vogal do Conselho Superior da Magistratura, Grão-Mestre de 2002 a 2005

3.2. Grande Loja Regular de Portugal

Grande_Loja_Regular_Portugal.png

Organização fundada em 1991, sob os auspícios da Grande Loja Nacional Francesa.
O seu primeiro Grão-Mestre, Fernando Paes Coelho Teixeira, saiu do Grande Oriente Lusitano em 1984 para fundar a Grande Loja de Portugal, uma espécie de sucursal da Grande Loja Nacional Francesa. O processo culminaria em 1991 com o reconhecimento internacional da Grande Loja Regular de Portugal como a única Obediência Regular portuguesa.

A primeira sede situava-se numa moradia na Av. Saboia, no Monte Estoril, tendo sido mudada em 1995 para a chamada Casa do Sino em Cascais.

No entanto, em 1996, com a tomada de posse do seu segundo Grão-Mestre, Luís Nandin de Carvalho, há um movimento de contestação da eleição, liderado por José Braga Gonçalves.
Este movimento tomou posse legal da designação Grande Loja Regular de Portugal, após alegadamente ter forçado a entrada na Casa do Sino, com o recurso a uma empresa de segurança gerida por João Zoio, confiscando os arquivos, a totalidade dos bens e das contas bancárias.

Apesar de deter o nome de Regular foi perdendo ao longo do tempo o reconhecimento das suas congéneres estrangeiras.

Grande_loja_legal_portugal.png

Esta organização tem a sua origem na Grande Loja Regular de Portugal, com a cisão da Casa do Sino, em 1996.

O Grão-Mestre, Luís Nandin de Carvalho, deposto nesta cisão, criou uma nova associação civil com o nome de Grande Loja Legal de Portugal.

O recurso aos Tribunais para reclamar as instalações e o uso exclusivo do nome Regular foi tentado sem sucesso. De relembrar que a figura de Obediência Maçónica não existe no ordenamento jurídico português mas apenas a figura associação civil que era detida pela outra parte.

Chegou mesmo a ser interposta uma acção crime por causa da ocupação da Casa do Sino:

  • Confronto maçónico começa hoje a ser julgado em Lisboa Link para a cache do Busca Tretas

    • Data: 2002.02.04
    • Fonte: Público
    • Autor: António Melo
    • Luís Nandin de Carvalho é o queixoso, José Eduardo Medeiros e José Manuel Moreira os arguidos. Os factos remontam a Dezembro de 1996 e começam ser julgados na manhã de hoje, no 3.º Juízo Criminal de Lisboa. Nandin de Carvalho era na altura grão-mestre da Grande Loja Regular de Portugal (GLRP), cargo em que fora empossado no dia 28 de Setembro desse ano, sucedendo a Fernando Teixeira. A sede da GLRP era então em Cascais, num edifício designado por Casa do Sino, alugado por Fernando Teixeira em seu nome pessoal.

Os arguidos foram absolvidos quando Fernando Paes Coelho Teixeira, na qualidade de inquilino, declarou ter autorizado a entrada nas instalações.

Apesar de ter optado por uma nova organização, presentemente, a Grande Loja Legal de Portugal é a única Potência Maçónica Regular em Portugal reconhecida internacionalmente como tal.

A Grande Loja Legal de Portugal e a Grande Loja Regular de Portugal estão ligadas no caso Moderna, Universidade detida pela empresa Dinensino que era propriedade da Maçonaria Regular.

3.4. Grande Loja Feminina de Portugal

Grande_Loja_Feminina_Portugal.png É fundada em 1996 e é constituída em exclusivo por mulheres.
Como curiosidade, a cerimónia da sua fundação foi realizada no Palácio Maçónico do Grande Oriente Lusitano. Segundo várias fontes esta organização partiu do Oriente Lusitano.

3.4.1. Membros Ilustres

Do Partido Socialista:

  • Maria Belo - Eurodeputada

3.5. Direito Humano

Direito_Humano.png


Inicialmente fundada em 1923, a loja do Direito Humano, normalmente referida pela designação em francês de Le Droit Humain, foi encerrada com a implantação do Estado Novo e as perseguições à Maçonaria.
Voltou à actividade em 1980.

4. Casos de influência da Maçonaria

4.1. Ligações aos Serviços de Informações

São persistentes os rumores das ligações entre os serviços de informações e a maçonaria. Por exemplo a revista Sábado tem disponível no seu site o seguinte video:

Este vídeo é complementado com o artigo seguinte:

  • Investigação especial - Espiões na Maçonaria

    • Data: 2009.02.24
    • Fonte: Sábado
    • Autor: Texto de António José Vilela e imagem de João Pimentel
    • Altos responsáveis dos serviços de informações juram fidelidade e ajuda a “irmãos” que são políticos, assessores do Governo, empresários e jornalistas. A SÁBADO filmou a entrada para uma Grande Loja Maçónica e penetrou no jogo de espelhos das lojas mais secretas e na teia de influências que exercem na sociedade civil portuguesa.

Neste artigo são identificados os seguintes nomes dos serviços de informações ligados à maçonaria:

  • Jorge Manuel Jacob da Silva de Carvalho
  • Heitor Romana (SIS, director-adjunto do SIEDM)
  • Júlio Pereira (director de Recursos Humanos do SIS + SIED)
  • José de Almeida Ribeiro (Gab. José Sócrates, requisitado ao SIS)

(Numerosos outros são identificados apenas pelas iniciais.)

Nas biografias de Jorge Manuel Jacob da Silva de Carvalho (director do SIED ente 2008 e 2010) publicadas em vários jornais também é referido o facto deste pertencer à "Grande Loja Regular de Portugal". Por exemplo neste artigo do Sol é referido:

Um maçon entre os espiões

Depois de, nos últimos anos, o SIED ter sido chefiado por embaixadores, agora vai ser chefiado porummaçon da Grande Loja Regular de Portugal. A nomeação de Silva Carvalho para chefe do SIED representa a ascensão da maçonaria a um cargo que tem ainda muitos pontos de contacto com o mundo empresarial. O SIED serve-se dos empresários portugueses radicados em países como os de língua oficial portuguesa para ajudar em situações difíceis. Os portugueses raptados em Cabinda em 1999 foram resgatados com a ajuda de um empreiteiro português em Angola. Estas boas relações acabam por ser úteis para o mundo dos negócios.

4.2. Caso Moderna

4.3. Henrique Neto sobre a Maçonaria e as solidariedades partidárias

Este clip foi retirado do programa Plano Inclinado de 2011.02.15 onde Henrique Neto faz acusações gravíssimas que roçam a acusação de traição.

5. Outras Referências no Tretas

6. Fontes

7. Ficheiros em anexo

8. Comentários


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Name:Sandro Pires
Time:2011.08.02 18:05
O Mário Soares nunca foi do GOL...foi iniciado no Grande Oriente de França (GODF) e nunca se chegou a regularizar no GOL...aliás antes do 25 de Abril este já era um Maçon adormecido do GODF de há largos anos...pelo que a informação sobre este está incorrecta. Quanto ao PS e aos seus militantes estes são transversais em todas as Obediências Maçónicas é engraçado é só porem estes no GOl...quando nesta Obediência são provavelmente uma minoria de tal maneira que nesta existem muitos sem partidos e do BE e PPD...mas os cretinos que escrevem isto adoram atirar lama sem nenhum fundamento.
Name:Anónimo
Time:2012.01.01 14:02
Muito incompleto este texto...onde está o Francisco Pinto Balsemão?
Name:HelderGuerreiro
Time:2012.01.01 15:05
P/ o anónimo: Isto é um wiki. Isso quer dizer, entre outras coisas, que todos podem editar todas as páginas. Assim, se quer ser de alguma forma produtivo, leia as nossas (poucas) regras e participe.

Já agora, que raio de comentário, leia o inicio da página onde se diz exactamente que esta página está muito incompleta.

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